O que é SaaS

SaaS é a sigla de Software as a Service, software como serviço. É o programa que você usa pela internet, pelo navegador ou por um aplicativo, sem instalar nada no computador e pagando por assinatura. O e-mail corporativo, o editor de documentos online, a plataforma da loja virtual e o sistema de contabilidade na nuvem são exemplos que muita empresa usa todos os dias sem chamar pelo nome.
Como funciona
No modelo antigo, a empresa comprava uma licença, instalava o programa nos próprios computadores ou servidores e cuidava de atualizações e backup. No SaaS, tudo isso fica com o fornecedor: o software roda nos servidores dele, as atualizações chegam sozinhas, e o cliente só acessa e usa. Em troca, paga uma mensalidade ou anuidade, normalmente pelo número de usuários ou pelo plano escolhido.
Google Workspace, Microsoft 365, Canva e plataformas de loja virtual como a Nuvemshop funcionam assim.
SaaS, PaaS e IaaS
As três siglas aparecem juntas porque descrevem níveis diferentes de serviço em nuvem, na definição do NIST, o instituto de padrões dos Estados Unidos, de 2011:
| Modelo | O que o fornecedor entrega | O que fica com você |
|---|---|---|
| IaaS (infraestrutura) | Servidores, armazenamento e rede | Sistema operacional, aplicações e dados |
| PaaS (plataforma) | Ambiente pronto para rodar aplicações | O código da aplicação e os dados |
| SaaS (software) | O software pronto para usar | As configurações e os dados |
Quem usa um SaaS normalmente nem percebe as outras camadas. Quem desenvolve um SaaS costuma construí-lo em cima de uma PaaS ou IaaS.
Vantagens
- Começa rápido: cria a conta e usa, sem instalação nem servidor.
- Atualização automática, sem projeto de migração a cada versão.
- Custo previsível, mensal ou anual, em vez de um investimento grande de uma vez.
- Acesso de qualquer lugar, inclusive pelo celular.
- Cresce junto: aumentar usuários costuma ser mudar de plano.
Desvantagens e riscos
- Dependência do fornecedor. Se ele muda o preço, as regras ou encerra o serviço, a empresa precisa se adaptar.
- Custo que se acumula. A mensalidade parece pequena, mas, multiplicada por usuários e anos, pode superar o de um sistema próprio.
- Personalização limitada. O software é o mesmo para todos os clientes; adaptar ao seu processo nem sempre é possível.
- Dados em servidor de terceiros, o que exige atenção à LGPD e ao contrato.
Como escolher um SaaS para a empresa
Antes de assinar, vale conferir:
- Se dá para exportar todos os dados, num formato aberto, caso você decida sair.
- Onde os dados ficam e como o fornecedor trata a LGPD.
- Se há integração ou API para conversar com os outros sistemas da empresa.
- Como funciona o suporte e se há atendimento em português.
- As regras de reajuste e de cancelamento do contrato.
- Se existe período de teste com os seus dados reais.
SaaS pronto ou sistema próprio?
Para tarefas comuns a todas as empresas, como e-mail, documentos e contabilidade, um SaaS pronto costuma ser a escolha certa. A conta muda quando o processo é justamente o diferencial do negócio, quando a mensalidade por usuário fica alta demais ou quando o sistema precisa conversar com muitos outros de um jeito que o produto pronto não permite. Nesses casos, faz sentido avaliar um software sob medida, desenvolvido para o processo da empresa e com o código no nome dela.
E se a sua ideia é o caminho inverso, criar um SaaS para vender a outras empresas, o passo a passo está em como criar um SaaS.
Perguntas frequentes
SaaS e nuvem são a mesma coisa?
Não exatamente. Nuvem é o conjunto de serviços oferecidos pela internet, e o SaaS é um deles, o do software pronto para usar. Infraestrutura e plataforma também são serviços em nuvem, como mostra a tabela acima.
Quais são exemplos de SaaS usados no Brasil?
Sistemas de gestão e de contabilidade online, emissores de nota fiscal na nuvem, plataformas de loja virtual, CRMs, ferramentas de e-mail marketing e os pacotes de e-mail e documentos corporativos.
O que acontece com os meus dados se eu cancelar?
Depende do contrato. O comum é haver um prazo para exportar as informações antes da exclusão, mas as condições variam entre fornecedores. Confira essa cláusula antes de assinar, e não depois de decidir sair.
Software instalado ainda vale a pena?
Em alguns casos, sim: quando a operação não pode depender da internet, quando há exigência de manter os dados dentro da empresa ou quando o programa é técnico e pesado demais para rodar pelo navegador.
